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Quero ser lembrada como um dos grandes nomes do handebol

Eleita a melhor jogadora de defesa do mundo, Duda Amorim celebra o sucesso na Hungria e vislumbra um ano de evolução da seleção.

Duda Amorim

Da redação, Santo André (SP) - Duda Amorim não se contenta apenas em colecionar troféus e medalhas. A armadora de 31 anos, um dos pilares da seleção feminina de handebol, quer construir um legado para o esporte que abraçou e ser lembrada como uma das melhores jogadoras da história. Os prêmios que reconhecem seu talento mostram que a brasileira já está deixando sua marca.

Duda acaba de ser eleita a melhor defensora do mundo pelo renomado site Handball Planet, em uma votação realizada entre 16 jornalistas de 13 países diferentes, todos especialistas em handebol. A brasileira, que defende o Gyori Audi ETO KC, da Hungria, recebeu 42% dos votos --a segunda colocada, Kelly Dulfer, da Holanda, obteve 27%.

“Fiquei muito feliz com a premiação”, disse Duda, que já recebeu o prêmio de melhor jogadora do mundo da Federação Internacional de Handebol em 2014.

 A armadora se recupera de uma fratura na mão direita e espera estar de volta à quadra em um mês. Enquanto isso não acontece, retomou os exercícios para manter a forma física e já traça os planos para 2018, que não incluem derrota: “Quero ganhar a Liga dos Campeões com meu clube e o Sul-Americano com a seleção”.

Nesta entrevista, ela falou sobre o novo prêmio, a vida na Hungria, os cuidados com o corpo e as perspectivas para o time nacional.

Como foi receber o prêmio de melhor defensora de 2017?

No handebol, as pessoas em geral só olham os gols. É legal ser reconhecida pela defesa também.

Você já havia sido eleita a melhor jogadora do mundo e tem se mantido em alto nível de excelência há muitos anos. Como consegue isso?

Estou em uma constante procura pela minha própria evolução. Sou muito dedicada e realmente faço de tudo para extrair o máximo da minha carreira. Quero ser lembrada um dia como um dos grandes nomes do handebol mundial feminino.

Você já está há nove anos na Hungria, é um ídolo do handebol local. Como é sua vida no país e como é a relação com os fãs?

É muito boa e tranquila. É uma cidade que prestigia muito o handebol e o meu trabalho. Nas ruas as pessoas reconhecem, desejam boa sorte ou boa recuperação, no momento. Nos dias livres posso passear em Budapeste (Hungria), Viena [Áustria] ou Bratislava (Eslováquia), pois são cidades bem próximas de Gyor. No geral, tenho uma vida feliz aqui. As pessoas me respeitam e jogo em um clube que quer sempre ganhar, fator extremamente importante para mim.

Os atletas profissionais estão em risco constante, sujeitos a lesões. Como faz para tentar prevenir esses problemas?

Sim, o atleta está em risco constante. Eu cuido muito do meu corpo, do descanso e da alimentação. Sempre cuidei. O atleta não pode controlar tudo em todos momentos. Mas, sobre o meu corpo, sou extremamente responsável e faço o possível para estar bem fisicamente e mentalmente. Academia e massagem fazem parte do meu dia a dia. Uso também a bola de Pilates para alguns exercícios e faço crioterapia (processo terapêutico baseado em aplicações de frio intenso, geralmente por meio do gelo).

Quais você avalia que são as perspectivas da seleção para 2018?

Temos uma fase de treinos em março e o Sul-Americano em maio. Será uma fase de muitas conversas sobre o Mundial (de 2017) e o nosso futuro. Acredito que o técnico Jorge Dueñas terá a chance de trazer atletas novas para serem testadas.

Você tem mantido contato com o treinador?

Ele me mandou vídeos do Mundial de 2017, sei que acompanha meus jogos e está mandando mensagem sobre minha recuperação. 

Qual sua expectativa para o trabalho dele na seleção em 2018?

Acredito que ele vai continuar nos conhecendo. Discutir os vídeos do Mundial será muito importante para traçarmos metas para o futuro.

 

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